1) Mulheres que se submetem à quimioterapia ficam estéreis?
Isso vai depender do nível de cada tratamento. No entanto, em aproximadamente 50% dos casos, ocorre o esgotamento folicular com conseqüente infertilidade. Para essas pacientes, a medicina oferece como solução o congelamento de ovários ou de óvulos antes do início do tratamento. Para o primeiro, é necessária uma cirurgia para a retirada do ovário e, para o segundo, um estimulo hormonal seguido de aspiração dos óvulos. Vale lembrar que a taxa de sucesso ainda é baixa, por ser um procedimento em fase inicial.
2) Mulheres que fazem uso contínuo de pílula anticoncepcional, a fim de evitar a menstruação, podem ter problemas futuros para engravidar?
Não. Existem correntes na medicina que, ao contrário, defendem que a pílula protege o organismo da mulher.
É possível também que o uso da pílula esconda alguma alteração hormonal que somente apareceria com os ciclos menstruais naturais.
3) Homens que usam roupas íntimas muito apertadas podem ter problemas de infertilidade?
Não. Hoje em dia esta estabelecido que não existe relação entre roupas apertadas e infertilidade.
4) Tomar café aumenta a produção de espermatozóides?
Ainda não nada provado a esse respeito. Por enquanto é um mito.
5) O uso do DIU pode gerar algum problema relacionado à infertilidade?
Sim. Esse alerta é importantíssimo para as mulheres. O DIU pode facilitar a entrada de bactérias no trato reprodutivo superior (trompas) e consequentemente levar a uma obstrução das mesmas, ocasionando a infertilidade de causa tubária. Nesses casos, o único tratamento é a Fertilização in Vitro. Esse quadro ocorre quando a mulher contrai doenças sexualmente transmissíveis. Por isso, é sempre importante usar preservativos, única forma de proteção contra as doenças.
6) A obesidade causa desequilíbrio hormonal. Isso pode levar à infertilidade?
Sim. O excesso de peso pode levar à anovulação crônica – quando a mulher não ovula, não menstrua e, consequentemente, não engravida.
7) Toda mulher que recorre à Fertilização in Vitro terá gestação múltipla?
De maneira alguma. Hoje, nas clínicas de reprodução assistida mais modernas, as taxas de gêmeos são de15 a 20% e as de trigêmeos de 1%. Esses números ainda são considerados altos. Por isso, sempre buscamos formas para reduzirmos ao máximo a taxa de gemelaridade nas gestações.