Técnicas de Reprodução Assistida
A reprodução assistida compreende duas técnicas, a inseminação artificial e a fecundação in vitro.
A Inseminação Artificial, consiste na introdução artificial dos espermatozóides no aparelho genital feminino. É usada em seres humanos em casos de infertilidade. Nos casos em que o marido é estéril e a mulher pode engravidar, o esperma do parceiro ou de um dador (neste caso só é permitido pela lei, apenas quando não é possível obter-se gravidez através de inseminação com o sémem do marido), é retirado e passa por uma seleção e concentração na qual só os melhores são escolhidos, que são os espermatozóides móveis, já que a mobilidade fraca dos espermatozóides podem afetar o consumar de uma gravidez. Assim são injetados na vagina da mulher junto ao colo do útero durante o período de ovulação. É muito importante que a ovulação ocorra de forma eficaz para alcançar os resultados esperados, por isso a inseminação artificial inicia-se com a estimulação dos ovários.
Depois de induzida a ovulação, a mulher geralmente é inseminada por dois dias seguidos. A cada vez que o processo é repetido é necessário ao laboratório uma amostra seminal. Após a inseminação é recomendado o repouso de 30 minutos da mulher.
O processo de inseminação artificial pode ser utilizado também no caso de o homem ser fecundo e a mulher ser estéril ou correr o risco de transmitir alguma anomalia genética. Neste caso, o homem cede o esperma destinado a inseminar uma mulher que esteja de acordo em conceber a criança.

Na inseminação in vitro a ovulação é estimulada por uma medicação que a própria paciente injeta. As mulheres com as trompas de Falópio parcial ou totalmente obstruídas, em que os espermatozoides não podem juntar-se ao óvulo para o fertilizar, podem recorrer à este tipo de fertilização. Para a realização da fecundação é feita uma coleta de vários oócitos da mulher, que são colocados em um recipiente especial. Os óvulos maduros ficam algumas horas em cultura sendo inseminados na proporção de aproximadamente 100 mil espermatozóides móveis para cada óvulo. Após a incubação por alguns dias, um ou mais oócitos são implantados no útero da mulher, gerando assim o chamado “bebê de proveta”.
A fecundação in vitro permite que o óvulo de uma mulher seja fecundado pelo esperma de um estranho, que um óvulo desconhecido possa ser fecundado pelos espermatozoides do companheiro e inclusivamente que o embrião resultante possa ser implantado no útero de outra mulher, chamada mulher-portadora. Essa fertilização permitiu o nascimento de pelo menos 4 milhões de pessoas desde 1978 e tem ajudado milhares de casais inférteis a ter seus filhos.
