Ética e Religião
Reprodução Assistida - Ética e Religião
Indiscutivelmente, a reprodução assistida humana é um assunto que causa muitos debates em vista do forte componente moral, religioso e ético.
Esta técnica que vem ajudando muitos casais que tem dificuldade em ter filhos a poderem realizar este, que é o sonho de muitos deles. Mas quando tocamos neste assunto, temos polêmicas e diferentes opiniões, tanto em questões éticas, como em questões religiosas.
Ainda existem aqueles casais que, mesmo com dificuldades para ter filhos, colocam antes de sua vontade, as questões religiosas, o que os impede de seguir, e utilizar esta técnica. Essa influência religiosa vem desde o início da era cristã, quando a reprodução humana foi tratada como uma manifestação exclusiva da vontade de Deus, o que fez com que os homens não discutissem o assunto.
A interferência no processo reprodutivo então foi ligada a uma agressão contra vontade de Deus. A Igreja defende o amor e a união através do matrimônio, colocando o sexo com o objetivo único a reprodução, não se importando com a satisfação do casal e os equívocos da natureza.
Com o passar do tempo, a sociedade passou a ter um caráter mais liberal e os casais procuram então uma forma de corrigir uma imperfeição da natureza e encontram na ciência a solução dos seus problemas.
Muitas vezes os pensamentos religiosos fazem com que casais entrem em desacordo, a respeito de utilizar ou não a técnica, mas ainda assim, na maioria das vezes, a vontade de ter um filho consegue superar tais questões
As técnicas de reprodução, tão discutidas ética e religiosamente, até então não são regulamentadas por uma lei específica, e somente por normas éticas definidas por uma resolução do Conselho Federal de Medicina.
Estes aspectos éticos se entrelaçam a aspectos religiosos: a respeito de congelamento de embriões, por exemplo, a igreja considera que, a utilização destes em pesquisas, seria uma ação semelhante ao aborto, pois o embrião já teria direito à vida.